quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Eu sou os brinquedos que brinquei, as gírias que usei,  os segredos que guardei...eu sou a minha praia preferida. Eu sou aquele amor atordoado que vivo. Eu sou o que eu lembro. Eu sou a saudade que sinto da minha mãe, o sonho desfeito, a infância que eu recordo, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, sou aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de uma música, a cena de  uma rua que me arrancou lágrimas. Eu sou o que eu  choro.  
Eu sou o abraço inesperado, a força que dou sempre para um amigo que precisa, eu sou  o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, eu sou as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junto. Eu sou a gargalhada e o sorriso quase sempre doce.

Resumindo... sou aquilo que ninguém vê.


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