quarta-feira, 20 de março de 2013

E cresce aqui dentro uma falta de tudo que submergiu à sete palmos do coração; é aquela pessoa que nunca mais irá falar com você, aquele pai que não dará nenhum conselho, aquele irmão que não irá sorrir de volta. E quando chega o tal futuro, bem mal resolvido - para ser mais franca do que trágica - traz à tiracolo uma artrose fudida, no estilo 'as doloridas cartas antigas', que por tantos anos evitamos relembrar. No fim, o peso desse passado, a gente carrega numa simples fotografia, onde os olhos denunciam uma saudade latente e quase, bem quase que me convence, que é pra frente que se anda ama.


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