sábado, 20 de abril de 2013

Ontem, votando do trabalho, da janela do carro, fiquei olhando o céu. Muito piegas isso, mas fiquei. E me lembrei de  você. De quando te conheci... É aquele tempo agradável sabe? Quando a brisa fica gelada, e mesmo se você deitar embaixo do sol, só esquenta de leve, uma sensação bem gostosa. É praticamente um 'abraço da tarde' em você. Então, dá aquele arrepio de frio, mesmo embaixo do sol, e enxergamos tudo meio azul, bem fraquinho, porque a claridade insiste em fazer os olhos fecharem, é um aviso para descansar o corpo, a mente, e a alma. Pensei no nosso domingo, pensei mesmo, assim do nada. Pensei na nossa preguiça, na vontade de não levantar e ficarmos ali, só conversando, estirados no nosso tédio incompreendido. Lembrei de como eu queria ficar o dia todo sem planos, te olhando, e te beijando vendo seus olhos fechados, porque não basta namorar, tem que ser brega ao extremo, tem que fazer contato físico peculiar. Me deu uma saudade, da brisa gelada, da claridade e das tuas costas dos seus antebraços, que eu sempre puxo (às vezes de leve, às vezes não) quando estão em volta de mim. Acho que isso tudo é pra te dizer que eu tô aqui, sofrendo por antecipação. Parece drama, afinal, o que são 30 dias? O que são 720 Horas? O que são 43.200 Minutos? O que são 2 milhões e 592 mil segundos? Isso é só meu mundo parando, meu mundo sendo levado numa bagagem e por alguns instantes, em estado de criogenia. Não tô desmerecendo sua agonia, mas... meu querido, pra quem vai é sempre pior. E eu sou adepta à ter um vício pra dramatizar que vc conhece bem hahaha.., até a Televisa invejaria meu drama,mas, que culpa eu tenho, se o que eu mais sei fazer na vida é sentir saudade?





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