domingo, 3 de janeiro de 2016

'Happy' New year Ago

Heráclito, um antigo filósofo disse que: "Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras”.
É clichê dizer que todas as pessoas entram em nossas vidas, entram para nos ensinar exatamente aquilo que precisávamos aprender, mas a pergunta é: a gente realmente aprende ou finge que aprende? São tantas as desculpas que damos para os fins, justificando os meios. A culpa é quase sempre do outro, nessa visão gasta. Perdemos energia criticando ou nos justificando e não nos damos conta de que todos são culpados e inocentes, mas que isso não é o importante. O que importa, de fato, é aprender. De verdade, sem as máscaras que nos colocamos ou aquilo que colocamos nas costas do outro. O rio mudou? Quanto? Mas mudou mesmo?
É importante que, a cada nova curva (vide fins, términos e tempos) paremos para ouvir o som das águas. Aquela voz que vem lá de dentro, e que julga as situações com imparcialidade, nos questionando: onde foi que eu deixei-me poluir? Deixe-me, afinal? Quando foi que minhas águas foram puras? De tudo, em algum momento puderam me beber sem receios? O que houve de bom? O que houve de ruim? Quem sou eu de verdade? Repare: verdade não é aquilo que nos fizeram acreditar ou aquilo que queremos vender. Verdade é verdade. E você sabe qual é a sua.
O que o outro errou, é do outro, ele que faça suas próprias análises. Ele que faça o tratamento da própria água, se quiser matar a sede de alguém uma vez mais. Mas que possamos usar de honestidade com nós mesmos. Que no silêncio de nossa autoanálise possamos admitir: errei aqui, acertei ali e daqui em diante é assim que as águas vão rolar. 




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