quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sou feita de extremos, nunca de meios-termos.

Dias de sol, de luz. Caminhando, passo a passo, constrói-se o caminho. Tropeçando ali, caindo ali; contudo, a história está sendo escrita. A mente toma forma e a alma, corpo. O enredo parece confuso, desconexo. Mas a cada linha, toma contorno uma epopéia convexa.
E na prolixidade dos dias, cada minuto tem sido feito de concretude. As ilusões foram trancafiadas num baú, escondido em lugar incerto e não sabido. Os sonhos adormecidos, sabidos e ressabidos, despertaram para uma nova era. Castelos de areia se desfazem com o vento, enquanto templos emergem fortalecidos pelo mármore. Noites de lua, de estrelas. Nada mais belo e distante; perfeito e inconstante. Como a vida, como eu, você. Cada qual, um universo cheio de sóis e estrelas, a ser explorado.

A alma subsiste entre o dia e a noite, a luz e as trevas. Conciliando os contrários, encontra-se o equilíbrio esperado: não há meios-termos quando se deseja viver plenamente.



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